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  • outubro 18, 2021
  • 3:51 pm

O curso

Entrei num barril e me entreguei ao curso do ril… não, do rio! 

– “Em algum momento a cachoeira chega!”- 

Enquanto isso, o embalo das águas me mostrava as margens: Árvores de cores e tamanhos diversos… Em algum momento uma vegetação rasteira tomava conta da paisagem, talvez para dar passagem a algum animal que estava precisando matar sua sede, mas logo voltava a dar lugar as belas árvores. Algumas não tão belas assim, mas os pássaros que a  habitavam eram sim na sua maioria belos. Gosto de suas cores, alguns escondem um alaranjado por baixo das penas pretas, é preciso estar atenta ao seu movimento para vê-las.

– “Em algum momento a cachoeira chega!” 

Adormeci, não sei quanto tempo se passou, aqui nesse rio os relógios parecem obedecer outra lógica. Quem me acordou foi o vento, em um constante sopro, nada delicado. Busquei olhar as margens, estavam sem foco, imagens diluídas – “será que fiquei miope?”- Olhei para a água, parecia correr de mim, assim como meus cabelos pareciam querer escapar de minha cabeça. Minha respiração acelerou junto com meu coração. Apertei minhas mãos nas bordas do barril, tentando equilibrá-lo. Meu rosto, tenso. Demorei a entender que era só o rio acelerando um pouco, ele é desses, muda assim de ritmo sem avisar.  Achei que era finalmente a cachoeira. Estava ansiosa, confesso, esperava o frio na barriga, a cambalhota, a adrenalina, a virada, a grande mudança. Mas não, só estava tudo mais acelerado mesmo. As coisas passavam que eu nem via, turvas, como tempo, que aqui nesse rio parece ser invisível ou incontável. Aos poucos acostumei com o novo ritmo, com o desequilíbrio e  com a não visão das coisas, acostumei tanto que até achava que as via, acho que eu deduzia… A cor dos pássaros, a luz refletida na água… na verdade não me lembro! Não sei quanto tempo fiquei assim acelerada. Já disse que aqui é impossível contar o tempo?

– “Em algum momento a cachoeira chega!” 

“Olha aquele pássaro, nunca tinha visto desses! As margens estão mais definidas!… Há quanto tempo o ritmo do rio diminuiu?… Não sei!… Tô sentindo falta de algo… ah do vento, tá bem mais brando.”… Minhas mãos demoraram para soltar as bordas, mas meu rosto seguiu tenso até mais algumas curvas. Ah sim as curvas, não tinha falado das curvas. Elas são misteriosas, escondem o que está por vir e quando se está no meio delas também não dá para ver o que se passou… é preciso ter boa memória.

– “Em algum momento a cachoeira chega!” 

“Que papo chato de cachoeira! Ei não é bem assim, tô esperando por ela! Por quem? A cachú ué! ‘Cachú, que intimas vocês’! Vai zoando, quando ela chegar você vai ver, ela vai nos virar de cabeça pra baixo! Credo, que medo! Medo de que? Vai ser tão intenso, vamos mudar tanto…” – Não lembro em que parte do rio comecei a falar sozinha, sei que as vozes continuam por aqui e não parecem pretender ir embora. Parece que uma parte de mim passou a ter mais medo, mas eu seguia confiante, não mais ansiosa, mas confiante.

– E essa cachoeira que não chega?” –

Ah, em algum momento chegou aqui também a impaciência. Sabe que nem vi ela chegar! Sorrateira, está sempre aqui agora, de repente ela surge e parece estar cada vez mais forte. E olha que tento não alimentá-la. Mas a danada sabe se virar. Falando em virada, já nem sei se quero chegar nessa cachú. Está tão bom aqui, tudo indo enquanto fico por aqui. Acostumei com o balanço. Minhas mãos estão prontas para apertar as bordas caso necessário. Meu rosto está acostumado aos ventos. Existem vários tipos de ventos, sabia? Mornos, frios, fortes, cortantes, acariciadores, lacrimejantes, ladrões… Tenho desconfiado que esses tem me roubado o castanho dos cabelos, aos pouquinhos, fio a fio.  Bom, não pretendo repor os castanhos, daqui a pouco serão todos prateados, o mundo que se acostume! Assim como está se acostumando com meus pelos, gosto deles, meus sovacos ficam mais aconchegantes… Sim! Não é só eu que vejo as bordas, daqui também sou vista! Nem sempre, quase nunca, é um olhar carinhoso. As vezes, sonho que desci do barril e da borda fico observando ele seguir comigo dentro… 

– Será que existe mesmo uma cachoeira? 

Bom, sigo por aqui, quando ela chegar eu volto para contar!

Palhaça Bisnaga

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