Entramos, Siriema e eu, Bonito, pelos corredores do Hospital Cruz Vermelha. Dizem as boas línguas que escutar é importante para palhaças e palhaços. Então, escuta essa!
Em um dos quartos em que chegamos chegamos havia um artista, mas não percebemos assim de primeira. Ele se fez perceber e em seguida nos convidou a deixar as brincadeiras de lado. Queria conversar. Falar das profissões, da recuperação, de viagens, de estar enjoado de conversar só sobre o que diz respeito à doença e seus tratamentos. Escutamos esse pedido, afinal a gente “dança o que você tocar”! Tratamos de novos assuntos, assuntamos até demais. Até quase perder a hora. Um papo digno de amigos de papo pro ar.
Falo por mim (pra não correr o grande risco que é falar pelos outros) que me marcou a conclusão quase filosófica de nosso novo amigo: é importante desacelerar. Tá tudo bem correr, mas não dá pra só correr.
Saímos, Siriema e eu, Bonito, correndo pelos corredores. Perdemos a hora. Tinha trabalho pela frente e enfrentamos até o fim (do corredor/correria).
Diogo Bonito – Palhaço Bonito