Faz três meses que peguei uma filhote de gato pra chamar de minha. A desculpa era ser um presente para minha filha, que já tinha pedido várias vezes, mas a verdade é que sempre quis ter uma. Quando era criança morei em apartamento pequeno e meus pais sempre diziam que era pouco espaço para ter um gato. Eu acho que, na verdade, meu pai não gosta de animais. Enfim, fiquei com essa pendência afetiva. Então, agora, não me falta mais. Tive sorte, acredito. Desde o primeiro dia ela já fez suas necessidades na caixinha de areia. Também notei que ela bebe água, algo que dizem ser uma dificuldade para os gatos. Mas minha maior surpresa foi a de que ela é muito companheira, gosta de ficar perto de mim, e eu gosto de fazer carinho nela e ela ronrona. Mas isso trouxe um lado negativo. Eu gosto tanto de ficar na cama fazendo carinho nela, que tenho me atrasado pros compromissos. Fico lá fazendo carinho e não tenho nenhuma intenção de levantar. O afeto pode ser alienante.
Bruno Mancuso – Palhaço Pelúcia