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  • agosto 3, 2012
  • 3:00 pm

Os limites de um palhaço

No trabalho de palhaços em hospitais que desenvolvemos na Trupe da Saúde, por vezes, nos deparamos com situações muito difíceis. Os hospitais são estruturas destinadas à cura. No entanto, o conhecimento e a intervenção humana ainda não podem garantir a superação de todos os males que interrompem a vida. Estar nos hospitais, portanto, é estar em contato constante tanto com a evolução e o sucesso de processos de cura, quanto com o agravamento e a morte de pessoas.
A figura do palhaço, de modo geral, está associada à alegria. No entanto, assim como os médicos com relação à saúde, nós, palhaços, não possuímos a garantia do sucesso, o que é profundamente frustrante: a sensação de impotência pode desorientar, paralisar.
Em uma das visitas que fizemos ao Hospital Erasto Gaertner deparei-me com uma destas situações difíceis. Depois de visitar todos quartos de enfermaria a que nos havíamos proposto, saímos do hospital em direção ao estacionamento para ir embora. Eu estava me sentindo bem pois nosso trabalho foi exitoso, com momentos de extravasamento. Até dancei funk com uma senhora que acompanhava uma paciente!
Ali, no estacionamento, avistei uma mulher que carregava uma mala. Ela poderia ser um médica, uma funcionária ou uma paciente, não podia imaginar. Ali fui eu, palhaço solícito, oferecer-me para ajudar a carregar sua mala. Ela aceitou, e eu segui falando bobagens. Enquanto perguntava sobre o conteúdo da mala e até onde iríamos, pouco a pouco, a mulher ia revelando.

 

A mala era uma mala de roupas sujas de uma paciente, sua mãe. Levamos a mala até um carro e a deixamos no porta-malas. Em meio às bobagens que falávamos, seus olhos começaram a lacrimejar. A tristeza era evidente. Em silêncio, abraceia-a e ela chorou. Falamos um pouco da necessidade de extravasar, de não ter que ser sempre forte. Nos despedimos dali um pouco. Ela ia à lanchonete do hospital, e eu embora.
Eu poderia pensar que não soube o que fazer, ou que o que senti naquele momento não estava à altura da tristeza que ela experimentava. No entanto, acredito que tenha sido positivo não ter me emocionado tanto, que, do estado de espírito em que me encontrava, pude apoiá-la em sua tristeza. Talvez ela precisasse de alguém para quem pudesse demonstrar o que escondia de sua mãe ao dar-lhe suporte.
Antes de escrever este texto assistia um vídeo de uma palestra sobre compaixão. Dentre as inúmeras reflexões que a palestrante teceu, citarei uma: “É preciso ter as costas fortes e a frente suave. É necessária uma força tremenda nas costas para se sustentar em meio às condições (adversas). E esta é a qualidade mental da equanimidade. Mas também é preciso ter a frente suave – a capacidade de estar realmente aberto ao mundo como ele é, de ter o coração não defendido”.

Bruno Mancuso Dr. Pelúcia

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🤡 Palhaças e palhaços de hospital que há 21 anos levam a arte da palhaçaria, do improviso e da música a 4 hospitais de Curitiba.
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A Trupe da Saúde tem a missão de levar leveza e hu A Trupe da Saúde tem a missão de levar leveza e humanização por onde passa. Nossas visitas ao Hospital do Trabalhador e a outros hospitais são sempre cheias de carinho, música, brincadeiras e muita conexão com pacientes, familiares e profissionais da saúde 🤡🎶

Acreditamos que um sorriso também faz parte do tratamento. Cada olhar, cada risada e cada momento compartilhado reforça o quanto pequenos gestos podem fazer uma grande diferença 💫

Seguimos levando alegria, empatia e cuidado, porque cuidar da saúde também é cuidar do coração ❤️ e isso só é possível por contarmos com o PATROCÍNIO da Fertipar (@fertipar), da Unimed (@unimedcuritibaoficial), BR fértil (@brfertil), Sanepar (@sanepar_pr), e Saporiti do Brasil (@gruposaporiti). 

Temos ainda APOIO da 5àSec (@5asec.curitiba), Lar (@larcooperativa), e Taxi 62 (@taxifaixavermelha)

Este projeto é uma REALIZAÇÃO da Unicultura (@unicultura.ong), Ministério da Cultura (@minc) e do Governo federal do Brasil: União e Reconstrução (@govbr).

Foto: @brunnocovello 

#TrupeDaSaúde #Humanização #saúde #AlegriaQueCura Hospita
FELIZ PÁSCOA A TODO MUNDO!!! Solicitamos uma músi FELIZ PÁSCOA A TODO MUNDO!!!

Solicitamos uma música de coelho… mas de sapo era o que tinha… pelo menos sapo bota ovo mesmo 🤷🏽‍♂️

Que tenha sido um dia lindo aí pra você e que possamos renovar sempre nossas energias em um encontro, em um abraço… em uma música de Páscoa, mesmo que não tenha coelho…

FELIZ PÁSCOA!!
Nesta última quinta feira iniciamos as visita em u Nesta última quinta feira iniciamos as visita em uma nova ala do Hospital das Clínicas acompanhada e acompanhado pela Kaliana que nos mostrou todos os caminhos do ambulatório do HC!!

obrigado HC pela confiança em nosso trabalho e Kaliana pelo carinho e acolhimento!!

Tutu e Bonito arrasando e desbravando novos destinos e cheganças!!!
HOJE É DIA DE CIRCO!!! Nossa alegria é honra de p HOJE É DIA DE CIRCO!!!

Nossa alegria é honra de poder pisar na história que é contada e recontada há séculos!!! Somos palhaças, somos palhaços porque teve gente que veio antes!!!

Nossa homenagem a você que já bateu uma estaca, que já ergueu uma tenda, que vendeu pipoca, que comprou maçã do amor, que espiou pelo furo na lona, que se arriscou na corda bamba, que domou um leão, que fez mágicas, que fez o público gargalhar e até mesmo a vocês que assistiram tanta gente em cena!

O circo é um encontro social e só acontece pq resistimos e por isso mesmo o circo está sempre aqui!! Dentro de nós, de cada palhaça e palhaço do elenco da Trupe da Saúde e em cada paciente, equipe hospitalar ou acompanhantes que insistimos em reavivar às memórias circenses!

Obrigado a quem veio antes!
Também a quem virá depois!!

FELIZ DIA DO CIRCO!

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